domingo, 10 de maio de 2009

SÁBADO DO FILHO, DOMINGO DA MÃE

Aos sábados não paro neste Hotel Subterrâneo. Só dou as caras mesmo no dia seguinte, pra dormir, recuperar-me dalguma folia. Foi o que fiz e estou fazendo, aproveitando esta tarde úmida de domingo pra zapear entre o Programa do Silvio Santos e este Mundo Pixel.

Sábado

A noite de sábado começou boa, ficou meio ruim no meio e voltou a ficar boa no final. Jéssica, uma Perna de Saia que de vez em quando me dristrai, me telefonou por volta das 7 da noite confirmando nossa ida ao Show do Vanderley Andrade, no Clube da Sucan. Tudo muito bom até chegarmos lá. Mas depois a menina começou a entrar nuns bodes, a atazanar minha paciência, que acabei desistindo dela e do Wanderley. Troquei os dois pelo Bar Do Claudeci. E não me arrependi.

No Claudeci estavam Fred, Benzão, Allan e sua amada, além do Josélio completamente on-line ciscando de mesa em mesa. Aliás, apenas duas mesas, já que estávamos bebendo no balcão. Foi quando a noite voltou a ficar boa. E engraçada, porque entre Benzão e Fred sempre rola uma energia superpositiva, que não os deixa ficar um só minuto sem discutir. E assim fomos, de gozação a gozação, de copo a taça, de beiju recheado a maconha, de cinema trash a Gripe Suína.

Domingo

Acordei por volta das 11 horas. Na verdade fui acordado pela voz de minha mãe ao microfone, que comandava na entrada do Hotel Subterrâneo um grupo de outras mães, comemorando o dia oferecido a elas. Minha mãe gosta falar. Das mães alí presentes foi a que mais fez uso do microfone. "Ser mãe é padecer no paraíso". Eu ouvia sua voz emocionada ecoando no lado de fora do hotel. "Mãe só existe uma". Eu estava louco pra dormir. Minha mãe gosta de falar, de se emocionar, de chorar. "Uma mãe morre por um filho". Peguei um abafador de ouvido na gaveta do criado-mudo, mudei de posição na cama. Acho que puxei pro meu pai, o Coração de Pedra.

Depois de muito blá, blá, blá, a mães se dispersaram e foram cada uma pras suas casas servir os seus respectivos almoços. Minha mãe passou pelos corredores do Hotel chamando os demais familiares pra matar a broca. Um magnífico frango grelhado estava sobre a mesa. Um dos meus pratos predietos: arroz com milho, peito de frango assado (com o courinho crocante), farofinha, feijão e vinhagrete. E claro, uma Coca-Cola bem gelada, que depois sempre me faz arrotar como um condenado.

E como tá um dia nublado, portanto deveras frio (que palavra linda!) pra latitudes tão tropicais, eu pedi pra minha mãe avisar na portaria do Hotel Subtrrâneo que eu, o gerente do estabelecimento e seu hóspede mais ilustre, não estou pra ninguém, em nenhuma hipótese. É que decidi morrer por algumas horas.

2 comentários:

- cau disse...

Luis! vou te adicionar, tão difícil um comentário imperatrizense hoje em dia..

Luís Diniz disse...

Difissílimo pra nosotros. Mas na Imperosa tem blogs bombando, como O Segredo, do Justino Filho, hehehe.