sexta-feira, 20 de abril de 2012

SOBRE O PRÊMIO LITERÁRIO CONCEDIDO PELA ACADEMIA IMPERATRIZENSE DE LETRAS

Vi hoje pela manhã, no telejornal local do SBT, o escritor e membro da AIL, Agostino Noleto, divulgando o nome do vencedor do prêmio AIL 2012. Dos cerca de dez concorrentes, venceu o livro do escritor Livaldo Fregona, que é membro da AIL, a entidade responsável pela definição do vencedor. Na próxima semana, em sessão solene, o escritor receberá o cheque de R$ 5.000,00 estabelecido como premiação.

Eu concorri ao prêmio (enviei um volume de contos) e gostaria de tecer alguns comentários sobre ele.

Em se tratando de verba pública, deveria haver no mínimo um edital claro e coerente. Primeiro, estabelecer o que se quer premiar: escritores novos ou produção literária já consolidada? Depois, separar os gêneros – conto, crônica, romance, poesia –, e não misturá-los na “mesma estante”, como se houvesse alguma lógica um volume de contos concorrer com um romance.

Este ano, o vencedor do prêmio AIL foi, mais uma vez, um acadêmico da casa. Como membro da AIL, os acadêmicos são os únicos que têm legitimidade para participar da Assembleia Geral Ordinária, instância responsável pela escolha da obra literária premiada, conforme estabelecido pela resolução n. 01/2012.

Se a AIL é a organizadora do prêmio, resta claro que os seus membros (escritores em potencial) não deveriam concorrer.

Mais razoável – até por razões acadêmicas! – seria que o Departamento de Letras da UEMA fosse o órgão responsável por definir a obra a ser agraciada com o prêmio.
  
P.S.: Também concorreram ao prêmio os meus amigos Francisco Aldebaran (com o romance "Calâmitas - A Odisseia da Luxúria") e Jairo Moraes (com o volume de contos "Alguns Segredos").

P.S.2: O livro contemplado com os 5 mil é eleito pela Assembleia Geral Ordinária da academia. A Assembleia Geral Ordinária é composta exclusivamente por membros da AIL. O Livaldo é membro da AIL. Logo...

2 comentários:

Aéssio Reis Coelho disse...

Se você não dá espaço para a Cultura, ela será sucumbida. Em Imperatriz Ela sempre foi monopolizada.
Meu salve aos esnobes da AIL.

Luís Diniz disse...

Salve!