
Eu concorri ao prêmio (enviei um volume de contos) e gostaria de tecer alguns comentários sobre ele.
Em se tratando de verba pública, deveria haver no mínimo um edital claro e coerente. Primeiro, estabelecer o que se quer premiar: escritores novos ou produção literária já consolidada? Depois, separar os gêneros – conto, crônica, romance, poesia –, e não misturá-los na “mesma estante”, como se houvesse alguma lógica um volume de contos concorrer com um romance.
Este ano, o vencedor do prêmio AIL foi, mais uma vez, um acadêmico da casa. Como membro da AIL, os acadêmicos são os únicos que têm legitimidade para participar da Assembleia Geral Ordinária, instância responsável pela escolha da obra literária premiada, conforme estabelecido pela resolução n. 01/2012.
Se a AIL é a organizadora do prêmio, resta claro que os seus membros (escritores em potencial) não deveriam concorrer.
Mais razoável – até por razões acadêmicas! – seria que o Departamento de Letras da UEMA fosse o órgão responsável por definir a obra a ser agraciada com o prêmio.
P.S.2: O livro contemplado com os 5 mil é eleito pela Assembleia Geral Ordinária da academia. A Assembleia Geral Ordinária é composta exclusivamente por membros da AIL. O Livaldo é membro da AIL. Logo...
P.S.2: O livro contemplado com os 5 mil é eleito pela Assembleia Geral Ordinária da academia. A Assembleia Geral Ordinária é composta exclusivamente por membros da AIL. O Livaldo é membro da AIL. Logo...