quarta-feira, 28 de julho de 2010

MEMORINHAS

A Gina estampada na caixinha de palitos com os dois olhos vazados. Eu não te amo mais. Eu não te amo. O urubu que eu matei quando tinha onze anos voa ao meu lado a 120 quilômetros por hora na estrada fantasma para Amarante. Meu pai guardava três revólveres na gaveta da cômoda. O gol do Caniggia em 90. Big Big de uva. Farinha de puba com café. A véia debaixo da cama. Fósforo riscado no meio da aula de português. Sin Dios, sin amo, sin patria. Tio Zezinho cultivava um de maconha no quintal. Assisti Lost Highway em VHS. Jabuti sabe ler, não sabe escrever. Em 1997 comprei a Caros Amigos Especial de 30 anos da morte de Che Guevara. O deputado chamava-se Hitler Mussolini. Zé Colméia fingiu que havia sido atropelado pelo guarda florestal. BMX foi um sonho de consumo. Isso de noite é uma tocha. Recortava o rosto da Xuxa na Contigo e colava em corpos compatíveis na Playboy. Por isso beija, me beija, beija que o tempo passa, eu sei. A loira do Forró do Corró. Meu irmão chorou pensando que estava com Aids quando a prostituta morreu. 100 balas não rastreáveis. Chupa. Chupa que é de menta. Mulheres em velórios ficam tesudas. Sonhei que matava e morria na beira da praia. J.J. Veiga. Pastel de carne bem sequinho. Alguém deve estar rindo. O outro Claudeci era melhor. Só a jaqueta do exército palestino depois da invasão da Faixa de Gaza. Venha comigo para o reino das Ondinas. Um lindo cruzamento de letra para a pequena área. É gol do Vasco. Um oferecimento, Tramontina. Onde tem Tramontina, tem homicídio. Noise Verm e Ameaça à Moral e Catarina Mina no TNT Cocktails. Sangue e porrada na madugada. Aliás ela implorava para levar cabeçadas no céu da boca. Vinho e vadiagem no DCE. Sente-se e sinta-se sentada. Leite de Magnésio. Viu a morte só de calcinha. Um velocípede laranja desceu a ladeira. Eu te amo. Compre Batom. Retroceder nunca, render-se jamais. O caderno de confidências perguntava "Quem você levaria para uma ilha deserta?" O pranto molhou o Conga novinho na volta para casa depois do primeiro dia na escola. Plunct Plact Zum. A calda do dinossauro que andava distraido derrubou a fileira de peças de dominó. É proibido adentrar no Fórum trajando calção, mas não é proibido adentrar sem cueca. O travesti bonito acendeu um cigarro na esquina. Pela primeira vez na televisão. O banco do S. A vida é doce. Febre de 40 graus. O som tropical do Brasil. Chantily nos teus seios bicudos. Isto não é uma confissão. Larga essa loló e vem comigo passar a tarde cheirando sabonetes em prateleiras de supermercado.

5 comentários:

Carlos Leen Santiago disse...

Boa dose de nostalgia. Algumas bem "internas" mesmo, tipo só algumas pessoas entenderam. Acrescenta aí: sonho de consumo é comprar uma maquina digital na Onogás.

Carlos Hermes disse...

Cara, essa tua cabeça anda a mil...é muita coisa, é coisa muita nessa mente, TNT Cocktails, bicho!? que massa. Essa do Claudecy também foi boa, já ouvi outras pessoas dizerem isso. Esse teu post me fez viajar em memorinhas que marcam nosso cotidiano ao longo da vida.

Valeu meu Matosão!!

Luís Diniz disse...

Pô, Carleen, se a gente for vasculhar encontra ainda muito flashe solto pelo tempo e pelo espaço. O Beatles Bar, por exemplo. Esqueci de mencionar aquela caeira! rs

Pô, Caluzerme: "Só-su-ce-ssos".

Jairo Sade disse...

"Grapete repete"! - quem se lembra dessa?

Luís Diniz disse...

Têca, Teresa ou nenhuma?